Business name: Kyria Oliveira
Em seu percurso como artista, Kyria Oliveira se interessa em trabalhar as esculturas no que elas excedem o lugar de objeto, nos provocando uma reflexão em termos de uma ecologia política das coisas com suas materialidades que resistem. Ao contrário de uma lógica antropocêntrica do animismo, como podemos pensar nas redes que tais materialidades criam entre si e como elas nos atingem? De sua pesquisa sobre a técnica da feltragem surgiu a exposição “Micélio - entre o fim e começo de tudo” que nos sugere um contínuo, e nesse sentido estar “entre” denota também movimento. Ninhos e cogumelos são dados como fios condutores de vidas possíveis em meio à clareiras e solos áridos das paisagens transformadas pela ação homem. Ninhos são refúgios, condições primeiras de vida, formas de início, assim como os cogumelos, que confabulam existências multiespécies, resistem em meio à terra arrasada e as colocam em regeneração. São formas que emergem de uma técnica milenar, onde o feltro, enquanto materialidade das obras, nos coloca a pensar a questão temporal. Em 2024 participou da exposição “A metafísica da sorte e a ciência do azar”, Convento San Payo, em Vila Nova de Cerveira, Portugal. Em 2023 participou da Bienal Internacional de Arte de Macau, “Vila Nova de Cerveira Pavilion”, Foi artista convidada da XXII Bienal Internacional de Arte de Cerveira, Portugal (2022); foi selecionada para a Galeria de Arte Nello Nuno em Ouro Preto-MG com o projeto Liames. Participou da exposição Crea Zona Oberta, MUXART, Espai d'Art i Creació Contemporanis, Barcelona, Espanha (2021) e da exposição Doações ao Museu Bienal de Cerveira, Vila Nova de Cerveira, Portugal (2021). Foi Premiada na XXI Bienal Internacional de Cerveira, Portugal, com o Prêmio Aquisição (2020); recebeu Menção Honrosa na VI Bienal de Valência Ciutat Vella Oberta, Espanha (2019); recebeu o "Premio Lorenzo il Magnifico" na XII Bienal de Florença, Itália (2017).

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